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Assessoria de Imprensa, 09/08/2017

Preocupada com a adequada utilização de recursos na Saúde, a Escola de Contas do TCMSP organizou, no último dia 04 de agosto, a palestra "Visão econômica do financiamento da Saúde no Brasil".

O médico pediatra e professor da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) Carlos Alberto Garcia Oliva apresentou uma análise do modelo de alocação de recursos para a Saúde, observando suas condições legais, estruturais e funcionais.

Segundo o médico, quando classificamos o nosso sistema como ruim, classificamos também a sociedade. "O sistema de Saúde reflete a sociedade na qual está inserido. Portanto, ele é a fotografia da realidade brasileira", afirma Oliva, que alerta para um grave problema do controle social: a falta de participação.

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Carlos Alberto Garcia Oliva, médico pediatra e professor da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo)

 

O custo da assistência médica, principalmente hospitalar, cresceu muito mais do que o esperado a partir da década de 1960 e está tomando dinheiro de outras áreas. Para que isso seja evitado, a Economia da Saúde estuda como os recursos são alocados no setor e distribuídos em seu âmbito. Por essa razão, reconhece o palestrante, "o Sistema de Saúde deve estar desenhado de acordo com as características da população onde está inserido".

O dinheiro gasto vem dos impostos e contribuições sociais. Também do que as famílias e empresas gastam na rede privada ou em planos e seguros de Saúde. Isso gera uma margem, conforme explica Oliva, de 46% de despesas do Estado e 54% da sociedade. No entanto, como 80% dos planos são empresariais, a crise atingiu o setor. "Com a crise, três milhões de brasileiros deixaram de ter plano de Saúde. Pobre gasta em medicamento e rico em plano de Saúde."


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O assessor da Escola de Contas, Antônio Batista, mediou o encontro

Entre os desafios que o serviço enfrenta, Oliva destaca a difícil tarefa de equilibrar disponibilidade, qualidade e custo. "Se dou acesso a todos mantendo a qualidade, a sociedade não é capaz ou não está disposta a pagar. Se ofereço acesso a todos com um custo baixo, a qualidade cai", ressalta. Para ele, a inovação é o único método que rompe com esse ciclo. "A inovação é a forma de fazer mais, ou melhor, com o mesmo dinheiro."

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Para assistir à palestra, basta acessar o canal da Escola de Contas no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=ijdQT_Gc6nE.

 


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