Avaliação do Usuário

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*Eduardo W. de A. Cavalcanti

Estação Paulista da Linha 4-Amarela fica sob a rua da Consolação, próxima ao cruzamento com a avenida Paulista. Integra com a Estação Consolação da Linha 2-Verde do Metrô, através de uma interligação subterrânea entre as duas. Possui profundidade de 55,82 metros.

 

Esta linha iniciou sua operação em maio de 2010, com a inauguração das estações Paulista e Faria Lima pelo Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Via Quatro.

A concessionária é responsável pela aquisição de trens, sistemas de sinalização, centro de controle e comunicações, operação e manutenção da linha por 30 anos. Já ao governo do Estado de São Paulo cabe a construção da infraestrutura dos túneis e estações e sistemas pertinentes.

Existem três formas de acessar esta estação: dois acessos externos na rua da Consolação, altura do número 2360 (lado par e ímpar) e a interligação com a Estação Consolação da Linha 2-Verde do Metrô.

Já a Estação Consolação, também enterrada é composta por mezanino de distribuição e plataforma central O acesso permite a integração subterrânea com a estação Paulista da Linha 4-Amarela.Foi projetada prevendo uma capacidade de 20.000 passageiros/hora/pico. Os acessos são em frente ao número 2163 da Paulista.

Segundo dados do Metrô, a entrada de passageiros pela Estação Consolação atingiu em maio deste ano cerca de142 000 em média por dia útil. Somente as frequências às estações Sé, Barra Funda e Luz superam esse número.

Entretanto, a quantidade de usuários destas duas estações interligadas é muito maior visto que não está computada a demanda de passageiros da Linha Amarela. Uma atenuação paliativa desta questão seria, segundo o Metrô, a inauguração, próxima a acontecer, das estações Oscar Freire e Higienópolis da Linha Amarela que poderiam provocar alguma redução no número de usuários das estações Paulista-Consolação devido a uma maior distribuição.

De qualquer forma, o grande movimento de passageiros que frequentam diariamente este entroncamento principalmente nos horários de pico tem causado, não é de hoje, enorme preocupação por parte destes usuários acerca dos níveis de segurança em caso de tumultos nas plataformas e nos acessos entre as duas estações o que aliás já aconteceram como a do episódio ocorrido em setembro de 2013 com um saldo de 20 feridos.

As próprias autoridades do metrô possuem este entendimento sendo certo que a solução definitiva estaria na ampliação urgente destes terminais. Para tanto, existe já a nível de Projeto Básico uma solução representada pela construção de um túnel ligando diretamente a área de bloqueio da estação Consolação situada logo após as esteiras rolantes até a plataforma da Estação Paulista objetivando a divisão do fluxo de passageiros e consequentemente a diminuição dos riscos naquela área.

Como o Governo do Estado padece com o crônico problema da falta de verbas, o Metrô poderia delegar esta obra à concessionária da Linha Amarela mediante um aditivo no contrato de concessão o que também encurtaria o prazo de execução.

Mas, enquanto isto não acontece, o Metrô, responsável pela construção e operação de todas as estações, mesmo àquelas que servem as linhas sob concessão, poderia, no mínimo, melhorar a segurança do trecho “atunelado” que dá acesso entre as estações Paulista- Consolação instalando corrimões solidários às paredes arqueadas.

Com esta providência, já se elevaria a sensação de segurança por parte dos usuários principalmente idosos e aqueles acometidos por deficiência e mobilidade reduzida.

Palavras chaves: Metrô, Via Quatro, Linha Amarela, segurança, usuários e mobilidade reduzida.

 

*José Eduardo W. de A. Cavalcanti , Engenheiro químico, é Diretor da Ambiental Laboratório e Equipamentos Ltda, Membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP e do Conselho do Instituto Mauá de Tecnologia. É autor do livro Manual de Tratamento de Águas Resíduarias Industriais publicado pela CETESB e do livro Manual de Tratamento de Efluentes Industriais. Foi agraciado com o titulo de Personalidade do Ano – Ateneu Rotário em 2002, instituído pelo Rotary Clube de São Paulo, por sua atuação na preservação do meio ambiente.


 

Os artigos aqui publicados não refletem a opinião da Escola de Contas do TCMSP e são de inteira responsabilidade dos seus autores.

 

 

 


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